sábado, 9 de julho de 2011

Hoje, depois de ler e reler tudo aquilo que à mão escrevi e guardei, todas aquelas lágrimas registadas em cada papel, em cada momento do meu sofrimento. Penso agora como fui capaz de escrever tanta coisa? Como pude ser tão cobarde? Como pude estar tão enganada ao ponto de deitar uma única lágrima por quem não era e nem nunca será uma pessoa decente e com verdadeiros sentimentos? Como? Como fui capaz de deixar para trás o homem da minha vida e entregar-me de mão beijada a outra pessoa (...) que nem conhecia?

Agora. Agora sinto-me envergonhada de mim mesma, de ter feito sofrer aquele que sempre me quis, mesmo que eu não lhe disse-se a verdadeira verdade. "Eu amo-te", uma coisa que jamais irei dizer novamente. Enganada e tratada como lixo, sega, eu, desprotejida e sosinha, fui deitada fora. Abandonada e sem forças, com a cara tapada de vergonha daquele que se comprometera a ajudar-me e a fazer-me feliz como já antes tinha feito.

Ainda hoje sinto vergonha daquilo que fiz á aproximadamente 5 meses! Uma coisa que jamais voltarei a fazer. Pois fiz sofrer bem mais a pessoa que amava realmente do que eu própria. Nesta altura em que me classifico como sega, surda e muda... Sofria com o sofrimento profundo daquele que lutou e conseguio.

Nesta momento secalhar é a altura em que me sinto pior, porque sinto-me culpada de já nada ser como antes (...) já nada se demonstrar tão intensamente como quando não te pertencia. Eu chorava por ter saudades tuas. Eu chorava por te querer de volta. Tu só perguntavas: "Mas...? Porque? Como? Eu quero aquilo que sempre me pertenceu de volta! Porque é que não te posso voltar a ter AGORA? Eu, não sabia sequer como responder, era um amor oculto e já era tão difícil viver com ele.

Opah, porque é que custa tanto ser culpada de uma grande diferença no nosso amor? Porque é que fui a que deixou a maior marca? Quando te olho nos olhos parece que te amei a minha vida toda, parece que te amei mesmo antes de te conhecer. É algo tão diferente, é algo que jamais quero voltar a perder!

Tu não percebes, jamais irás perceber que tudo aquilo que faço é uma maneira estranha e mal estruturada para demonstrar a vergonha, o medo, o sofrimento e principalmente o grande receio de poder ficar sosinha num quarto escuro sem que alguém se lembre que existo.

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