quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Eu já não sinto que isto seija normal, porque minto-me a mim própria quando nego que és especial, quando digo que não é paixão o que eu sinto por ti. Diz-me o porque de o passado não ficar quieto no seu espaço temporal? Porque regressa para me dar sinais de felicidade quando pensei já ter esquecido aquele medo, ou esquecido aquela paixão...? Quando pensei ter esquecido, quando pensei ter encontrado um lugar bem longe dos teus braços, tu voltas e mudas tudo dentro de mim. Eu juro que não intendo, eu tento perceber o porque de esta perfunda ligação a ti, esta ligação que parece que nunca se irá desligar... Tu fizes-te o favor de aparecer para me relembrar que na vida, nunca podemos entrar numa porta, deixando outra por fechar. Acredita que o tempo pesou muito na minha balança da saudade. Acredita que aquelas lágrimas de desgosto que permaneciam em encher as minhas noites, apertar-me o coração e não quererem largar... Já não têm aparecido, isso dá-me receio sabes? Observo o céu azul rasgado em tons de cizento como o apodrecer de uma esperança que ainda vive. O desgosto fala em tons de silêncio para mais ninguém escutar... Para mais ninguém amar, só mesmo ele. Perdido, numa guerra sem vitórias, que continua nos restantes dias como uma tortura permanente, para quem já soube e agora não sabe o que sente.

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